Como o cálculo funciona
Somam-se todos os algarismos da data de nascimento e reduz-se o resultado até ele ficar entre 1 e 22 — a quantidade de arcanos maiores do baralho. Quem nasceu em 15/07/1990, por exemplo: 1+5+0+7+1+9+9+0 = 32, e 3+2 = 5. Arcano 5.
A segunda escola soma o valor numérico das letras do nome completo e costuma chegar a outro número. Nenhuma das duas é a correta — são tradições diferentes, e por isso as duas estão aqui em cima, cada uma com a conta à vista. A tabela que usamos no nome é a pitagórica (A a I valem 1 a 9, J a R valem 1 a 9 de novo, S a Z valem 1 a 8), que é a dos portais brasileiros: o seu número aqui bate com o que você encontrar por aí.
Quando os dois números não batem, não houve erro de conta. Um deles vem do dia em que você nasceu, o outro do nome com que você atravessa a vida — e o que existe entre os dois é leitura, não aritmética.
Existe um terceiro número, e ele tem prazo
O arcano pessoal não muda: é o traço. Já o Arcano do Ano muda todo ano — e vira no seu aniversário, não em 1º de janeiro. Ele soma o dia e o mês do seu nascimento ao ano do ciclo em que você está, então entre janeiro e o seu aniversário o arcano vigente ainda é o do ano anterior. É contraintuitivo, quase ninguém escreve isso, e é o que faz a diferença entre saber quem você é e saber em que ponto você está.
Arcano pessoal e carta de tiragem não são a mesma coisa
A mesma carta significa coisas diferentes nos dois contextos. Numa tiragem, A Torre responde a uma pergunta específica e fala do que está acontecendo agora. Como arcano pessoal, ela descreve um padrão que atravessa a vida inteira. Por isso cada arcano aqui tem texto próprio — e um link para a carta correspondente, que é outra leitura.